Arquivo | julho, 2009

Hoje eu ganhei um campo inteiro de girassóis…

30 jul

É verdade que tudo tem seu tempo.

Que cada um tem seu próprio ritmo nessa vida.

Mas, ainda assim, eu fico feliz que tenha sido agora e não mais tarde. Feliz, não por mim, mas por você.

Que você tenha percebido uma coisa tão bonita ainda a tempo…

A tempo de ser feliz. A tempo de não mais remoer o passado. Porque, quando a nossa mente é iluminada por essa lucidez, nada mais nos resta além de ser feliz.

E eu quero que você seja.

Hoje você me deu mais do que reparação… você me deu leveza. A plenitude uma consciência tranquila.

Obrigada.


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O dia em que as máquinas se rebelaram (contra mim!)

30 jul

Hoje foi um dia daqueles no estágio.

Na verdade, ultimamente, todo dia tem sido um dia “daqueles” por lá, viu? Não sei não… mas acho que o meu chefe sofre de TPM… será que existe alguma coisa do tipo pros homens?? Porque só isso pra explicar esse mau-humor “do nada”… e as grosserias que o acompanham.

Enfim… essa história fica pra outro post… quando minha raivinha passar… rs

Mas hoje foi um dia “uó” sem o meu querido chefinho! Já que aquele ser não trabalha durante as manhãs (ai como eu quero passar num concurso!) e eu tô trabalhando esse horário durante as férias pra poder passar as tardes livre e aproveitar pelo menos um pouquinho das minhas férias.

Hoje quem resolveu me estressar foram “as máquinas”.

Estou lá fazendo meu serviço chatinho, quando um papel agarrou na impressora. Beleza. Até aí tudo mais ou menos normal… já que isso acontece mesmo quando o papel é colocado meio torto, ou dobrado nos cantos… enfim…

Fui lá e tirei o papel… e achei estranho porque o papel tava todo retinho, nada torto ou dobradinho. Por que ele agarrou, afinal?

Fechei a impressora e esperei. E ela deu erro. E, sorry, eu não entendo problemas técnicos de impressora e afins. E, para provar que hoje foi o meu dia de sorte, com certeza, a pessoa encarregada da parte de informática (e, consequentemente, desse tipo de problema) está de férias! \o/ Fofo neh? Que jeito bonito de começar um dia… ¬¬

Chamei então uma outra estagiária, pra ver se ela me dava uma idéia do que fazer.

Nada.

Ela chamou um senhor (muito simpático e solícito, por sinal) pra nos (me) ajudar.

Nada também (e até que ele tentou mais que nós duas juntas).

Ele chamou uma outra estagiária, que trabalha lá há mais tempo (percebam a mobilização… hehe). Ela até achou o código do erro na internet… mas, como dá pra imaginar, não adiantou muita coisa.

Nisso já era quase 10 da manhã e eu com um monte de coisa pra fazer.

A que achou o código me deu a idéia de usar um dos dois computadores da sala dela que tavam “vagos” no momento, pois as senhoras que trabalham lá só vinham à tarde.

O díficil foi fazer com que, finalmente, um dos dois aceitassem a minha pessoa. Nisso mais meia hora perdida.

Enfim… por incrível que pareça… consegui terminar tudo antes do meio dia.

Deixei um recado pro querido e amado chefinho na TPM avisando que a impressora não tava funcionando e que ficaram de chamar a manutenção.

Nessa hora eu percebi a minha sorte: eu não tava lá à tarde, thank God! Imagina só o que o Sr. TPM não falou pras paredes quando viu meu delicado recadinho.

Deus salvou minha vida hoje.

Ufa!

29 jul

É difícil aprender a ser um indivíduo. Não precisar que exista alguém pra que eu também exista. Não precisar ter alguém em quem pensar no fim do dia… Não precisar de outra pessoa a quem direcionar meus planos e objetivos. Não vincular minha vida à de outra pessoa.

Depois que aprendi a eternamente precisar disso, é difícil desaprender. Mas eu estou me esforçando, de verdade. E vejo uma nova eu ser construída passo a passo. Mais madura, mais auto-suficiente, mais independente, mais forte pra enfrentar o mundo.

Ainda não estou pronta, é verdade. E, por vezes, me sinto tentada a voltar ao status quo, mas a marca que o sofrimento fez em mim impede que essas recaídas aconteçam.

Não, já não sofro mais. Mas só porque dentro de mim existe uma vontade enorme de viver feliz. É o que me mantém de pé. É o que me impulsiona a buscar essa certeza de que não preciso de alguém pra ser feliz. Basta eu. Basta minha vontade de ser feliz, e serei.

Sei que, se não fosse essa vontade interna, eu ainda estaria caída, inerte…

Deus colocou uma oportunidade na minha vida. Uma oportunidade de mudar, de ser melhor. Cabia a mim apenas enxergar essa chance. E eu vi. Agora eu tenho que lutar pra conseguir mudar de verdade.

Ninguém pode me fazer feliz, além de eu mesma.

Agora eu sei.

“Razão e Sensibilidade” II

28 jul

Como deu pra perceber no último post, tem tanta coisa pra falar desse livro que eu poderia muito bem manter um blog só pra falar dele… rsrs… Mas já que não é o caso, vou terminar o assunto falando do que me parece ser o tema principal: a eterna disputa entre o racional e o emocional, a razão e o impulso… enfim… entre a razão e a sensibilidade.

Nesse sentido eu me identifiquei muito com as personagens principais: Elinor e Marianne.

Marianne é a “sensível”, por assim dizer. Acredita piamente que o amor só acontece uma vez na vida das pessoas… que é impossível se apaixonar de novo. Não contém suas emoções em nenhum momento, não importa a opinião das outras pessoas, nem seus sentimentos. Se alguém não pensa como ela é porque está errado. Em alguns trechos acusa a irmã de não ter sentimentos, por ser tão contida em demonstra-los. É sempre intensa em todas as emoções: na alegria, na paixão, na tristeza (ela quase morre de tristeza, literalmente).

Já Elinor é a “racional”. Ao contrário da irmã, é contida, reservada. Procura não ser precipitada em julgar as pessoas. Reserva seus sentimentos para si, por não querer preocupar aqueles que a amam. Ao passar por uma situação parecida com a da irmã, não se entrega à tristeza, mas procura manter seus pensamentos afastados desse sentimento, de maneira a supera-lo muito melhor que Marianne.

Já no final do livro Marianne diz que aprendeu muito com a irmã. Pede desculpas pelas vezes que a acusou de não ter sentimentos. E, para conseguir superar de vez sua tristeza, entrega-se ao estudo. Mas, até aqui, ao tentar ser mais racional e menos emocional, Marianne demonstra sua intensidade em tudo o que faz. A partir desse momento ela nega a possibilidade de um novo amor em sua vida e entrega-se (mesmo) ao estudo. Ela não consegue equilibrar razão e sentimento…

Acho que me identifiquei tanto com elas pelo momento que estou vivendo.

Eu era como Marianne. Sempre intensa. E a verdade é que isso nunca me fez bem. A decepção é sempre maior… As tristezas sempre nos consomem mais quando a gente é assim. Quando a gente simplesmente se entrega a um sentimento, sem pensar.

Eu ainda sou a Marianne, de certa forma… Acredito ainda que um amor vai aparecer na minha vida. Mas não quero que isso aconteça agora. Quero me dedicar à construção do meu futuro. Aos estudos. Quero me colocar nisso completamente, de corpo e alma. Sem espaços pra sentimentos arrebatadores… Porque preciso dessa dose de racionalidade… pra aprender a ser Elinor.

Talvez outra pessoa que leia o esse livro interprete de outra forma. Que Elinor seria apenas o oposto de Marianne. Mas, pra mim, Elinor é o equilibrio. Ela nunca deixou de sentir, mas sempre pôs a razão na frente. O que a manteve de pé mesmo nos piores momentos.

A conclusão que eu tirei da história ou, respondendo à pergunta de um amigo, o que eu aprendi com esse livro, é que eu preciso me focar em Elinor. Preciso aprender a ser racional… a não me deixar levar pelos sentimentos desgovernadamente, nunca mais. Ser menos Marianne.

Talvez a lição que você tire dessa história seja outra.

Mas é por isso que eu amo leitura.

“Razão e Sensibilidade”

28 jul

Comprei “Razão e Sensibilidade” por dois motivos: curiosidade para finalmente ler um livro de Jane Austen e para ter alguma coisa pra fazer numa viagem de 5hs de ônibus.

E não esperava muito. Afinal, um livro do final do século XVIII, não poderia ter muita coisa que me fizesse envolver ou identificar, certo?

Completamente errada.

Apesar de ser de uma época bem diferente, a sociedade retratada no livro tem tanta coisa em comum com a atual que até me fez pensar se estamos evoluindo mesmo.

Mas, antes, um panorama geral da história: Elinor e Marianne (a “racional” e a “sensível”) são duas jovens irmãs que perdem o pai e devem se mudar para o campo, para uma vida mais modesta, com sua mãe, Sra. Dashwood (muito parecida com a filha Marianne em temperamento). Apesar de seu meio-irmão, John Dashwood, ter feito uma promessa a seu pai de que as ampararia quando da morte dele, as Dashwoods têm de se virar sozinhas, pois não recebem ajuda alguma dele, que muda de idéia sobre a promessa após alguma argumentação da esposa.

Assim começa a história. E, já nessas seis ou dez primeiras páginas, a autora delineia com clareza a personalidade do meio-irmão de Elinor e Marianne e da sua mulher, Sra. John Dashwood.

A princípio, quando a promessa é feita, John imagina em dar uma certa quantia à suas irmãs. Uma quantia razoável. Nenhum valor exato foi combinado, então ele fica satisfeito consigo mesmo em poder ser generoso com as irmãs. Pelas suas contas tal valor não faria falta. Poderia facilmente oferecer-lhes aquele dinheiro.

Entretanto, ao contar à esposa o que pretende fazer, a história dá uma reviravolta. Com apenas uma conversa, a esposa de John consegue convence-lo de que não deveria dar nada às Dashwoods e que elas ficariam também satisfeitas com aquilo.

O diálogo em que essa persuasão acontece é muito interessante. Nele fica bem claro alguns aspectos da personalidade de ambos os personagens: John não está realmente interessado em ajudar suas irmãs. Quando ele pensa na quantia de que poderá dispor para oferecê-las ele pensa “… isso seria generoso e bonito”, ou seja, ele está preocupado apenas com o que vão pensar, o que vão falar, que imagem dele e da família ele vai passar. Não pensa por um momento, verdadeiramente, nas Dashwoods. Quando a esposa lhe apresenta argumentos convincentes (?) para não dar nada, de maneira que sua imagem permanecerá intacta, ele não titubeia e desiste de oferecer dinheiro, cumprindo a promessa apenas ajudando-as a encontrar uma nova casa, condizente com as novas condições financeiras.

Já a esposa, Sra. John Dashwood, é tão egoísta que, mesmo em se tratando de um valor que não faria falta à sua família, rapidamente convence seu marido de que o melhor é não fazer nada, que o valor fará falta futuramente para seu filhinho.

Trata-se de uma mulher mesquinha e manipuladora, enquanto John é um homem de caráter fraco e completamente ligado às aparências.

E aí? Alguma coisa familiar até agora?

Quantas pessoas conhecemos que são exatamente assim? Na mídia ou perto de nós. Tantas pessoas que ajudam para aparecerem como caridosas, generosas… enquanto só estão interessadas nessa imagem e não na próprio ato que estão realizando.

Não só pessoas. Empresas também. Quantas empresas que se dizem por aí preocupadas com o meio ambiente, sendo que há algum tempo atrás, antes do engajamento ambiental ser lei, elas desmatavam, poluíam…

Ou empresas que se dizem tão comprometidas com causas sociais e desrespeitam seu cliente quando ele quer quitar uma dívida ou desfazer o contrato, dificultando de todas as formas possíveis.

A sociedade retratada no livro da Jane Austen é do final do século XVIII… uma sociedade totalmente baseada nas aparências e no status. A diferença pros dias de hoje é que, naquele tempo, o cool era esbanjar, dar bailes e fazer viagens e hoje o cool é ser engajado, parecer comprometido ambiental e socialmente.

O importante é o que você aparenta ser. Não importa em que época.

O egoísmo da Sra. John Dashwood em se negar a ajudar as cunhadas, para mim, é a exemplificação da máxima: “quanto mais se tem, mais se quer”. E vai dizer que isso não vale ainda hoje?

No próximo post eu continuo minhas observações sobre o livro.

😉

Sobre como Jane Austen entrou na minha vida

27 jul

A primeira vez que ouvi falar de Jane Austen foi com o filme “Orgulho e Preconceito”. Apesar de não gostar muito da Keira Knightley, o filme me encantou. E quando descobri que se tratava de uma adaptação de um livro, fiquei muito curiosa… já que, na grande maioria das vezes, os livros são melhores que seus filmes.

Passou um tempo até que assisti outro filme, chamado “O clube de leitura de Jane Austen”. Um ótimo filme, por sinal. E que me deu uma visão geral da obra de Jane Austen, me deixando ainda mais curiosa pra ler os livros dela…

O acontecimento que, finalmente, me levou a comprar um livro foi, novamente (cinéfila com orgulho, tá?), um filme. Desta vez uma espécie de biografia da própria Jane. O título original é “Becoming Jane” (com a ótima Anne Hathaway), mas aqui no Brasil ficou “Amor e Inocência”.

Com essa não pude evitar.

Acabei de ler “Razão e Sensibilidade” sexta feira passada. E, a principio, não pensei que fosse gostar tanto. Eu sou, por assim dizer, viciada em ler… então eu tô sempre lendo… qualquer coisa. Então comprar esse livro foi mais uma vontade de matar a curiosidade sobre a tão aclamada Jane Austen, do que realmente uma expectativa de um ótimo livro.

Mas a verdade é que a história das irmãs Elinor e Marianne me envolveu de tal forma que cheguei a me emocionar e rir alto com ela.

Por ser um livro tão bom quero compartilhar essa experiência aqui no blog.

No próximo post vou falar sobre a história, a minha interpretação, os personagens, enfim, vou fazer uma coisa que eu descobri que amo: falar de livros! 🙂

Até… !


Concursooo

24 jul

Tem concurso à vista… de novo! Bora pro terceiro… rs…

São poucas vagas e as minhas chances, como sempre, são bem pequenas, mas eu sou brasileira e não desisto (quase) nunca. Até porque as matérias nem são tão difíceis assim (básico de Direito, legislação relacionada, português e informática)… então dá pra estudar tranquilo e, quem sabe, ser classificada? (Pegar vaga é um sonho tão alto que não ouso, por enquanto).

A verdade verdadeira é que eu não queria que minha visão de futuro estivesse tão vinculada à passar num concurso… mas, sinceramente, quando paro para analisar as outras opções, eu vejo que, realmente, o negócio é estudar e virar, sim, servidora pública… se eu quiser mesmo realizar minhas (modestas) ambições.

E, tem algum tempo, que tem uma ideia rodando a minha cabeça… e que, às vezes, até aparece mesmo, mas logo dissipa… Mas que, dessa vez, tá bem forte… e me dando estímulos pra querer voltar a estudar com mais vontade e pensar mais no meu futuro.

Essa ideia é morar sozinha. De repente eu percebi que o único jeito de eu virar adulta de vez e independente (não só financeiramente) é aprendendo a me virar sozinha. E, lógico, isso não vai acontecer morando com papai, vovó, vovô e irmã, neh? o.O

Só que pra realizar essa vontade eu já tenho em mente váaaarios impecílios, mas que eu vou tratar de resolve-los um a um para pôr meu plano em prática 🙂

E, o primeiro e mais gritante desses obstáculos é, obviamente, a minha total dependencia financeira.

E pra poder resolver isso só existem 2 formas: arranjando um emprego muito bom que me sustente, o que não é exatamente uma coisa cara, mas que fica difícil em se tratando de uma pessoa que nunca trabalhouu, trabalhou, de verdade (estágio conta?) e que nem terminou a faculdade ainda (ah sim… a mensalidade da faculdade tá incluída em “me sustentar”) ou passando num concurso que pague suficientemente bem (pagar bem não é o problema, visto que a maioria paga, o problema mesmo é PASSAR no bendito…).

Então é isso. Um sonho na cabeça. E alguns planos de como realiza-lo. Finalmente eu estou voltando a me parecer comigo mesma (?). Tava sentindo falta disso em mim…

Acho que, finalmente, eu tô aprendendo a me bastar.