Arquivo | dezembro, 2008
28 dez

Então se estar apaixonada e te querer tanto me faz uma doida, então… que seja! eu sou doida mesmo. Quer loucura melhor que essa? Viver essa montanha russa: aparentemente tão perigoso, faz as víceras virarem do avesso, frio na barriga… mas tão seguro! na verdade não tem perigo nenhum. Tô segura.

Então me desculpe pelas coisas bobas que falo… pelas loucuras que eu faço. Ou não, não me desculpe… afinal, você gosta, não é? Não virou as costas nenhuma vez, nem mesmo pensou nisso. Você gosta de mim… e, quer saber? Adoro saber disso… Me sinto poderosa… Apesar de gostar tanto quanto de você… talvez até mais e estar ainda mais vulnerável que você!

Quem quer saber de certezas e seguranças quando se trata disso? Eu quero mais é pular… e encontrar você.

Que bom.

Anúncios
26 dez

A gente já dormiu 3 vezes juntos. Literalmente. Sempre existe uma desculpa pra não sair do literalmente. E não sou eu que arrumo essas desculpas, é ele! Ele é quem tem dor de cabeça, acha que não é lugar certo ou chega tonto demais pra ficar acordado. E sou que fico me sentindo confusa e rejeitada. Pensando se não tem alguma coisa errada em mim ou que eu tenha feito. Mas é só pensar um pouco pra ver que não…

Eu moro a 350km de distância daqui. E, até agora, a gente tem se visto com uma freqüencia considerável. Mas nada é garantido… sempre pode acontecer de não nos vermos durante 1 mês ou até mais (como aconteceu uma vez).

Pensei que não nos veríamos no fim do ano. Eu ia ter que ficar na minha cidade por causa do estágio, mas, por sorte (?), o procurador pegou um recesso e só volto a trabalhar dia 5 de janeiro. Então eu ia passar o Natal na minha cidade mesmo, mas por causa do recesso ser só por alguns dias, resolvi vir assim que pude… 1 semana antes do Natal.

Desde que eu cheguei as coisas estão um tanto estranhas… Sabe, eu não sou do tipo mulher insegura que dá “piti” o tempo todo… Mas gosto de atenção, carinho e fico triste se não recebo isso do meu próprio namorado… acho que não sou nenhuma psicótica por causa disso neh?

Hoje, sexta à noite, é a 3ª vez que ele me troca pra ficar com amigos… Eu, namorada dele, que viajou 5hs, 1 semana antes, pra cá, onde eu não conheço ninguém além da minha mãe, pra ficar como ele.

Eu não briguei, é claro… Disse “tudo bem então… aproveita lá. Até depois…”

Eu fico confusa porque eu não sou exatamente o que se pode chamar de “experiente”, mas fico sem saber o que entender quando ele faz esse tipo de coisa e, ao mesmo tempo, quando estamos juntos, na maioria das vezes, é tão carinhoso.

Acho que era mais no começo, pra falar a verdade… E a gente tá junto faz só 3 meses (namoro)!

Engraçado que eu sempre digo pras minhas amigas aproveitarem, quando começam a namorar, os 4 primeiros meses. Porque, a partir daí, tudo muda. Tudo mesmo. Não que fique ruim, só muda… Bom ou ruim depende.

Eu não sou nenhuma Natalie Portman, mas sou bonita. Chamo a atenção até… O que me faz ficar tentando entender o porque disso… Porque as desculpas? 

Eu sempre fui tão segura de mim… e agora tô parecendo uma neurótica… deprimente.

Até ficar me perguntando se eu não estou com ele por pura carência…! Se eu gosto mesmo ou só quero um alguém… Medo de ficar sozinha.

E agora começo a me perguntar se vale a pena. Se vale mesmo a pena estar com alguém tão longe… tão complicado… tão inconstante. Se eu ainda quero isso pra mim. Tô tão cansada de sofrer… terminar com meu último namorado foi tão desgastante emocionalmente que eu só queria tranqüilidade… calma… E quando eu conheci ele eu achei que era exatamente o que eu teria… Uma pessoa tão “de boa”… engraçado… nada muito intenso… só aproveitar o momento. Era exatamente o que eu queria. E ele foi tão perfeito no começo. Tão perfeito. E agora, de repente, tá tudo tão estranho! Tenho medo de estar exagerando… não sei.

Eu procuro sempre ouvir meu coração. Buscar lá dentro de mim as respostas de que preciso. E agora tá dizendo pra terminar… que foi um grande erro começar isso. Sair enquanto é tempo… enquanto dá pra sair razoavelmente sã… Mas eu não quero. Cabeça e coração nunca estão de acordo, neh?

Mas eu prometo que não vou me acomodar e ficar onde estou sem ser feliz. Só quero mais um tempo pra analisar tudo isso… Se eu não estou só exagerando, aumentando… E aí eu me decido sobre o que fazer.

Não tenho muita certeza sobre nada nessa vida. Não sei nem exatamente o que eu sinto por ele… E eu preciso descobrir. Não quero mais chorar por nenhum homem, não quero mais sofrer, ser dependente. Só ser feliz, só isso que eu quero… E, pode ter certeza, eu vou descobrir meu caminho pra chegar lá.

Clichê

26 dez

Quando chega essa época eu gosto de pensar no que eu fiz durante o último ano. Minhas coisas certas e erradas. Meus acontecimentos. Esse ano muita coisa aconteceu… Fiz uma grande amiga, amei ainda mais o Direito, terminei um namoro que me fazia mal, comecei um que… ainda não sei, tirei minha carteira de motorista depois de 2 tentativas frustradas (frustrantes), consegui o estágio que eu tanto queria pelos meus próprios méritos (?), caí num mata burro de bicicleta, magoei sem querer, magoei por querer, expulsei o namorado da minha casa, pedi perdão, perdoei e fui perdoada, fui trocada, fui escolhida, procrastinei muuuito, dormi muitooo, estudei pouco, fiz meu primeiro concurso, não passei, nem liguei, minha irmã ficou doente, ficou boa, destruí uma amizade por engano, aprendi com meu erro, me arrependi de mil coisas, me orgulhei de outras tantas, vi minha prima nascer, vi outra prima tentar destruir nossa família (sem sucesso, por enquanto), outra prima se formou!, uma tia parou de falar com a gente porque minha irmã namorou uma menina, minha irmã foi feliz e superior, eu ainda tô entalada, falei coisas que não devia, contei segredos que não me pertenciam, comecei um blog (sem comentários), aprendi muito sobre eu mesma e continuo errando.

Pra 2009 espero alguma clareza, alguma lucidez esporádica, pelo menos. Pra enxergar melhor a vida, pra ter mais certeza das coisas, dizer menos “não sei”… Estudar bem mais, aproveitar… saber como. Pra 2009 espero menos TPM e mais amor. Menos atitudes erradas… menos decepção. Não quero perfeição, não entenda mal… Quero muito obstáculo, pra aprender. Mas quero aprender! E não permanecer no erro, como tenho feito.

Quero descobrir o que eu quero de verdade pra minha vida daqui em diante. Aproveitar o agora, mas com um olho no amanhã… ter planos, buscá-los de verdade. Viver.

Quero ser mais pró ativa. Fazer mais do que faço. Sair do meu comodismo. Me jogar na vida. Dar a cara a tapa.

Que jogue a primeira pedra quem nunca fez promessas vãs em fim de ano.

22 dez

Eu rio quando tô nervosa. Choro de raiva. Penso em outras coisas totalmente nada a ver quando o momento exige concentração. Sempre tento pensar em algo pra escrever aqui, mas quando alguma coisa interessante acontece perco as palavras. Faço Direito mas tenho problemas pra me expressar. Sou desastrada, com 2 mãos e 2 pés esquerdos. Já tive planos pra minha vida, hoje eu vivo sem pensar muito no amanhã. Mas me preocupo com isso. E quero alguém que se preocupe também. Quero alguém que não fale de casamento, mas que queira algum dia. Comigo, claro. Queria ter menos juízo, ser mais corajosa… Queria fazer menos coisas ridículas que me fazem parecer maluca. Porque eu sou, mas não quero que descubram. Sou infantil, medrosa e insegura, mas consigo fazer todos acharem que sou o contrário exato disso. Quero amar, mas tenho muito medo. Como sempre. De tudo. Eu falo sozinha, danço e canto pela casa quando não tem ninguém. Sei me fazer de vítima e chantagem emocional, mas não me orgulho disso. Falo demais. Demais mesmo. Quando percebo, já falei mais do que deveria. Sinto vergonha. De muitas coisas. Do meu corpo, de algumas atitudes minhas, de algumas coisas que falo, de outras que só penso… e de outras coisas que tenho vergonha de dizer aqui. Mas sou sincera. Sincera mesmo. Não gosto de mentiras, apesar de contar algumas. Não sei machucar as pessoas, mas faço freqüentemente. E depois eu sinto a dor como se fosse minha. Me sinto impotente quase o tempo todo… Situações que não estão no meu alcance para mudar, o tempo que não volta, palavras que não entram de volta na boca, palavras que o orgulho impede de sair, lágrimas que não dá pra enxugar…

Só o que posso dizer é “me desculpa?”… mas dizer isso parece tornar a minha situação tão mais ridícula! Não muda o que você está sentindo… e não muda o fato de que agora nada mais vai ser como antes. Não muda o fato de que eu não sei mais quanto tempo vou suportar essa vergonha. Eu era a vítima, sabe? EU. Mas o que eu fiz me tornou vilã. Uma vilã ridícula, infantil, inconseqüente… exatamente o contrário do que você sempre pensou de mim. As qualidades que você admirava em mim de repente sumiram, neh? E o que sobrou? … Pelo menos agora você já sabe a verdade: eu não sou perfeita. Eu erro. E quando eu erro eu erro feio. Piso na bola mesmo. Resta saber se você ainda vai me querer… se eu ainda vou ter cara de ficar com você. Eu não te amo… mas sinto que poderia. A gente dá certo… ou eu estou forçando demais? Talvez eu esteja fingindo ser outra pessoa… pra livrar de mim mesma. Ser diferente. Alguém que você goste… Mas a máscara sempre cai neh? E agora?

Sobre viajar de ônibus e a Lei de Murphy

20 dez

Pouco confortável… mas, geralmente, inevitável. Explico: não tem outro jeito pra eu chegar em BH que não seja por esse meio. Não tem carona, não tenho carro próprio (mesmo que tivesse, acho pouco provável eu ter tanta coragem pra vir sozinha) e muito menos avião. Então o jeito é juntar minhas coisinhas e pegar o “busão” pra cá (ah sim! já estou em BH… !).

Viajar de ônibus tem incontáveis inconvenientes… alguns evitáveis, outros insuportáveis.

Eu tenho muita sorte, do ponto de vista geral, quando viajo de ônibus. A companhia pela qual viajo tem ônibus bastante confortáveis, com ar condicionado (ruim com ele, MIL VEZES PIOR sem ele), novos… enfim… até hoje tive muita sorte. Meus namorados (um de cada vez… ¬¬) sempre pegam ônibus velhos sem ar condicionado, com poltronas super desconfortáveis. E da mesma companhia! Então posso mesmo me considerar uma garota de sorte. Primeiro por causa dos ônibus que viajo serem “viajáveis” e segundo porque nenhum dos dois namorados nunca parou de ir me ver por causa disso… hehe…

Mas, como já deve ter dado pra perceber pelo rumo que a conversa tá tomando, a última viagem não foi exatamente de sorte… pelo contrário… um azar danado. Não pelo ônibus, que era o mesmo de sempre. Mas pelo “vizinho”, “colega” de viagem.

Até essa ultima vez, eu sempre viajei ou sozinha ou com a minha irmã ou com alguém sem problemas, como uma menina que ficou no seu canto, um senhor que dormiu a viagem toda sem incomodar, um garoto que leu o tempo todo… enfim, pessoas, de certa forma, como eu, que ficam quietas durante o caminho, sem encher ninguém, sem ficar puxando assunto (oi? anti social?), sem roncar… ¬¬

Mas quinta feira não foi assim.

Quando entrei no ônibus estavam lá as duas poltronas vazias. Sentei na minha (14 – janela) e fiquei esperando o ônibus sair e ninguém resolver vir sentar do meu lado e que a passagem 15 não tivesse sido vendida.

Até que alguém entrou no ônibus e pediu pra um cara que estava sentado na poltrona errada ir pra outro lugar. Adivinha onde que ele sentou? Pois é.

Até que na primeira metade da viagem o cara ficou na dele. Exceto pelas pernas constantemente em ângulo de 180°…

Mas até aí dava pra agüentar. Não sou uma pessoa exatamente PACIENTE. Mas tenho meus momentos de Buda. Raros e preciosos.

Na metade do caminho tem uma parada. Eu sempre desço. Banheiro e lanche.

O cara mal saiu do lugar pra me dar passagem pra eu sair do meu lugar. A mochila lá jogada no chão. E eu naquela situação chata de ter que passar com a bunda na cara dele (sabe cinema?? Pois é). Mas eu exercitei um pouquinho da minha paciência: “é que ele não vai descer”… Rá! Pois quando eu voltei o cara tinha descido sim. O que me faz pensar que o babaca fez de propósito.

Nem preciso dizer que a minha paciência ficou lá na parada, neh?

Acontece que quando a paciência acaba a Lei de Murphy entra em cena.

O cara, totalmente SEM NOÇÃO, diga-se de passagem, colocou o celular pra tocar na maior altura, SEM FONE… Noss… nessa hora eu quis morrer… ou seria matar? Se não conhece fone de ouvido pelo menos já deve ter ouvido falar em educação, respeito… será que não? Parece que não.

Aí as três crianças (TRÊS! Maldita Lei de Murphy!) que estavam sentadas atrás de mim acordaram e ficaram agitadas por causa da música. O que resultou em chutes na minha poltrona, gritos etc.

Foi assim bem umas 2hs quando uma santa alma resolveu reclamar da música pro trocador (?) pra mandar o cara abaixar. Pelo menos ele não falou nada e desligou o troço.

Nesse ponto já não sabia o que significava “paciencia”, tava com dor de cabeça e as crianças continuavam agitadas…

Pra fechar com chave de ouro pegamos um trânsito HORROROSO quando chegamos o que atrasou em 1h a chegada na rodoviária. E ainda tive que esperar mais 1h em pé o pai do namorado buscar a gente.

Uma viagem que, de carro, demora 3, 3hs e meia, e deveria demorar, no máximo 5hs de ônibus, levou 7hs e pra mim ainda pareceu uma eternidade.

Rezem por mim na volta. Tô com medo.

Quem diria?

16 dez

eu diria! Claro…

Então que eu não passei no concurso. Fiz 52%, precisando de 60% pra classificar. Mas acho que já foi uma boa marca pro meu primeiro, neh?

Satisfeita. Nada mais, nem menos.

fds

15 dez

O pior fim de semana da minha vida com certeza já aconteceu… O melhor, até agora (porque o que é bom sempre pode ficar melhor *pensamento positivo mode on*), foi esse.

Sempre bom descobrir que a gente tá enganado com uma coisa que pensávamos ruim. Que, na verdade, era bom, muito bom mesmo… e só por causa de uma insegurança boba não conseguia ver.

De repente eu vi. Vi verdade…

Tô muiitooo feliz. 🙂

E domingo fiz a prova do concurso. Pois é… num sei se foi muito boa não… na verdade acho que não foi nada boa. Mas com certeza valeu a experiência… pra ver que nem é tão complicado.

Na verdade, a prova foi bem simples. Se eu tivesse estudado mais passava com certeza, sem querer me gabar. Mas é que não teve nenhuma questão “cabulosa” não, sabe? Texto puro da lei, português básico, matemática simples (lógica não é tão complicado, afinal), atualidades e redação. Tá bom que nesse quesito aí de “atualidades” eu me ferrei… mas vamo ver no que que dá, neh? Quem sabe? Milagres acontecem… rsrsrs

 

Então, é isso. Só vim compartilhar um pouquinho do meu ótimo humor por aqui. Taí uma coisa que vale a pena dividir *egoísta mode on*.